sábado, 10 de agosto de 2013

MARAVILHAS DA ENGENHARIA 
Torre do relógio de Abraj Al-Bait, Mecca, Arábia Saudita: inaugurada em 2011, esta mega torre quebrou diversos recordes, sendo atualmente a maior torre de relógio do mundo, o maior hotel e o maior relógio. Ainda por cima é o segundo prédio mais alto do mundo, perdendo apenas para o Burj Khalifa de Dubai e sua estrutura é conectada à maior mesquita mundial, a Masjid al-Haram.
Cidade Solar, Dezhou, China: inaugurado em 2011, levou dois anos para ficar pronto e foi projetado para ser o maior prédio com energia solar do mundo, ocupando um espaço de 800 mil m². No local há um hotel com 180 apartamentos todos funcionando exclusivamente com energia limpa.
Khan Shatyr Tent, Astana, Casaquistão: o centro de entretenimento Khan Shatyr tem uma tenda transparente com teto de vidro de 150 m. Em seu interior há uma área equivalente a 10 estádios de futebol com parques, lojas, um clube de minigolfe, um rio e até uma praia artificiais com areia das Maldivas.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Capital Gate Tower

Esse é, segundo o Guinness Book, a maior torre inclinada feita pelo homem, cerca de quatro vezes mais inclinada que a Torre de Pisa, equivalente a 18° graus à oeste.
O projeto está em sua fase final na cidade de Abu Dhabi (Emirados Árabes) ao lado do centro de exposições Abu Dhabi National. Com 160 metros de altura e 35 andares, promete ser o hot spot da cidade,  no qual serão usados quatorze andares basicamente para salas comerciais, e as "sobras" farão parte de um hotel super luxuoso, bem ao estilo árabe do qual já estamos familiarizados. Sua construção foi extremamente complexa, no qual sua estrutura, não compatível com a dos demais prédios, teve de ser bem pensada, utilizando técnicas até então nunca vistas nas demais edificações. 

domingo, 28 de julho de 2013

ECOARK - PAVILHÃO FEITO COM GARRAFAS PETS - TAIPEI (TAIWAN)

EcoARK  é um edifício construído com 1,5 milhão de garrafas de plástico. Tem três andares, anfiteatro, salão de exposições e usa água da chuva coletada para o seu sistema resfriamento. Fica em Taipei (Taiwan).
                       

O EcoARK vai ser doado para a cidade de Taipei (Taiwan) e será utilizado como sede de exposição durante o International Flora Expo, em novembro próximo.


Resistente e planejado para suportar terremotos, sua estrutura lembra uma colméia, feita com polli-bricks (tijolos de garrafas plásticas).




A estrutura de 130 metros pode ser demontada e reagrupada em outro local, como um Lego gigante.
                  
A Far Eastern Group é o responsável pelo EcoARK, Douglas Hsu, presidente do grupo asiático que são fabricantes dos setores de comunicação, construção, químicos e têxtil, quer que a EcoARK (considerada como um milagre ambiental) sirva como exemplo para outras pessoas e empresas, pois com criatividade é possível ajudar o planeta de várias formas. 
>>Conclusão:
Diferentemente das primeiras construções com caráter de reuso de materiais que seriam descartados, como garradas pet, de vidro, pneus e afins, a estrutura apresentada acima aponta para o caminho que a construção sustentável vem tomando:
Uma integração entre os componentes que constituem o edifício, utilizando-se materiais reciclados, reutilizados ou de baixo impacto ambiental.
A princípio, o que se via eram pequenas casas com paredes feitas de pneus ou garrafas. Esta é uma iniciativa importante e super ecológica se pensarmos que os materiais foram reutilizados, ou seja, empregados para uma nova finalidade, mantendo seu estado natural. Isso significa que não passaram por qualquer tipo de processo industrial. No entanto, para atender às exigências estéticas e de desempenho  de edifícios corporativos, soluções como a reciclagem estão sendo empregadas. Com isso, os materiais perpetuam sua vida útil, mantendo-se no “ciclo” de produção, e sendo empregados para finalidades diversas.
Seja reutilizando, reduzindo ou recicliando materiais, a verdade é que a contrução civil já enveredou por este caminho e a aceitação geral das pessoas para este tipo de construção aumenta a cada dia.
 
fonte: http://arquitetandonanet.blogspot.com.br/2010/04/ecoark-pavilhao-feito-com-garrafas-pets.html

Arena da Amazônia



O que é?

A Arena da Amazônia será um estádio que está sendo construído na cidade de Manaus – AM e substituirá o estádio Vivaldo Lima (Vivaldão), será também uma das 12 sedes da Copa do Mundo FIFA 2014. O estádio poderá ser poliesportivo, com cobertura retrátil e capacidade estimada para 44.000 torcedores.

Arena da Amazônia em seu estado final

Ficha técnica

NOME OFICIAL: Arena da Amazônia
CONSTRUÇÃO: Andrade Gutierrez
ÁREA DO TERRENO: 84.000 m²
ÁREA CONTRUÍDA: 170.000 m²
INÍCIO DO PROJETO: 2008
INÍCIO DAS OBRAS: 2010
CONCLUSÃO DAS OBRAS: 2013
ARQUITETURA: Von Gerkan, Marg und Partners (GMP) - Volkwin Marg, Hubert Nienhoff e Martin Glass (autores); Martin Glass (gerente de projeto), Ralf Amann e Florian Schwarthoff (GMP Brasil); Ausias Lobatón Ortega, Nicolai Reich, Stefan SaB, Sônia Taborda, Helge Lezius, Florian Schwarthoff; Konstanze Erbe, Cláudio Aceituano Husch, Martin Krebes e Dirk Peissl (estudo conceitual); Maike Carlsen, Heige Lezius, Fabian Kirchner, Sophie-Charlotte Altrock, Silke Flassnöcker; Florian Schwarthoff, Veit Lieneweg, Lucia Martinez, Juliana Kleba, Lieselotte Decker, Barbara Düring e Stephanie Eichelmann (projeto básico)
ARQUITETURA – PROJETOS COMPLEMENTARES: Grupo Stadia - Danilo Carvalho (desenvolvimento); Eduardo Guilger, Izabela Hazek, Marcelo Rios, Vinicius Oliveira e Danilo Cosenza (colaboradores).
ESTRUTURA E COBERTURA: Schlaich Bergermann und Partners
INSTALAÇÕES: Bechthold
LIGHTING DESIGN: Conceptlicht Angerer, Taunreut.
PROJETO BASICO: 14, 95 milhões
CUSTO TOTAL: 515 milhões

A Arena

Sua arquitetura é inspirada, obviamente, na floresta amazônica, a Arena será construída com rigorosas premissas de sustentabilidade e localizada estrategicamente entre o aeroporto e o Centro Histórico de Manaus.
A Arena terá capacidade para 44 mil pessoas e contará com camarotes, elevadores, 400 vagas de estacionamento subterrâneo, acessibilidade para portadores de deficiência, sistema de reaproveitamento da água da chuva, estação de tratamento de esgoto e ventilação natural para redução do consumo de energia

visão da Arena à noite



Em localização privilegiada na principal avenida da cidade no lugar antes ocupado pelo antigo Estádio Vivaldo Lima, a Arena da Amazônia ficará ao lado do Sambódromo de Manaus, do novo Centro de Convenções do Amazonas e da Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira. A área está próxima de hotéis, hospitais, bancos, shopping centers, supermercados e restaurantes, a uma distância de aproximadamente 6 km do centro histórico da cidade e da orla do Rio Negro.
Com toda certeza uma das mais importantes construções do Amazonas, se não do país. Acredito que o novo estádio não servirá apenas para a sediar Copa 2014, que é o maior evento futebolístico do mundo, mas também para futuros eventos locais que serão de muito prestígio para nossa capital.


Fontes: http://www.portal2014.org.br/andamento-obras/12/Arena+da+Amazonia.html
            http://pt.wikipedia.org/wiki/Arena_Amaz%C3%B4nia

terça-feira, 9 de julho de 2013

Software no Ensino e no Projeto de Estruturas

No presente trabalho descrevem-se os aspectos essenciais do software desenvolvido para a análise linear e não linear de estruturas, baseado nas técnicas do MEF e concebido de forma a ser simples e eficiente a implementação de novos tipos de elementos finitos e de novos modelos constitutivos. A estrutura da informação que serve de base a uma análise linear ou não linear é descrita neste artigo, bem como as características de algumas técnicas computacionais. No final são apresentados alguns exemplos ilustrativos das ferramentas desenvolvidas.

O método dos elementos finitos (MEF) é uma ferramenta de grande utilidade na interpretação e compreensão de muitos fenômenos de engenharia (Zienkiewicz e Taylor, 1989). Para tal é necessário dispor, não somente de algoritmos de análise linear e não linear material e geométrica robustos e fiáveis, como também de software de pós-processamento que permita representar graficamente os aspectos mais relevantes das análises efetuadas (Azevedo et al.,1997).
Os códigos existentes têm-se revelado demasiado complexos e monolíticos, dificultando o ensaio de novas ideias, bem como a modificação de alguns dos seus componentes. Estas dificuldades motivaram o desenvolvimento, de raiz, de software baseado em módulos que incluem todo o código necessário ao processamento do correspondente bloco de informação.
Esta arquitetura torna simples e flexível a introdução de novos elementos finitos e novos modelos de análise não linear de estruturas.
O software desenvolvido foi utilizado na simulação do comportamento de estruturas porticadas de betão armado e de lajes de betão reforçado com fibras de aço e apoiadas em
solo.

http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/13106/1/NC_46.pdf
http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/13106

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ponte Rio-Niterói

A Maior Ponte do Brasil – Ponte Rio-Niterói
Localizada na baía Guanabara, no estado do Rio de Janeiro a ponte Rio-Niterói liga a cidade do Rio de Janeiro e Niterói. É uma das maiores pontes rodoviárias do mundo medindo cerca de 13 km, dos quais quase 9 km sobre água. A sua construção ficou concluída em 1974, sendo estruturalmente constituída por betão armado pré-esforçado.
Ponte de betão de Niteroi
Ponte sobre o rio Niteroi

ProjetoO projeto da ponte Rio Niterói foi preparado por um consórcio de duas empresas. A firma Noronha Engenharia, sediada no Rio de Janeiro, preparou o projeto dos acessos no Rio de Janeiro e em Niterói, assim como a ponte de concreto sobre o mar. A firma Howard, Needles, Tammen and Bergendorf, dos EUA, projetou o trecho dos vãos principais em estrutura de aço, incluindo as fundações e os pilares.


Construção
O canteiro principal da Ponte Rio de Niterói do Consórcio Construtor Guanabara se localizava na Ilha do Fundão, pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro. Havia, também, canteiros secundários em Niterói.
Os engenheiros responsáveis pelo projeto da ponte de concreto foram Antônio Alves de Noronha Filho e Benjamin Ernani Diaz e o engenheiro responsável pela ponte de aço foi o americano James Graham.
As firmas executoras da superestrutura em aço foram Dormann & Long, Cleveland Bridge e Montreal Engenharia. A estrutura foi toda fabricada na Inglaterra em módulos, que chegaram ao Brasil por transporte marítimo.
A fabricação final da ponte de aço, com os elementos pré-soldados da Inglaterra, foi feita na Ilha do Caju, na Baia de Guanabara. A montagem das vigas de aço também foi feita pelas mesmas firmas fabricantes da estrutura.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Rio-Niter%C3%B3i

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Erros Engenharia Civil

O prédio de 35 andares, Edifício Real Class, ainda em construção na sua fase de acabamento, pertencente a construtora Real Engenharia e localizado na Rua 3 de Maio, entre José Malcher e Magalhães Barata, em Belém, desabou por volta das 14:00h deste sábado (29 de janeiro de 2011). Chovia e ventava muito no momento do desabamento.


A destruição foi total, afetou a estrutura de edifícios e casas na vizinhança, danificou a rede elétrica, e os escombros atingiram pessoas que passavam no momento do desabamento (inclusive dentro de carros). Vários carros que estavam na rua ficaram cobertos de poeira e pedras. Um bloco de concreto caiu no meio da rua. Informações preliminares indicam que um edifício ao lado do prédio também corre o risco de cair.

Há informações preliminares – não confirmadas – de um engenheiro civil que supostamente trabalhou na construção do prédio Real Class e que relatara haver um erro absurdo na concretagem de pilares dos primeiros pavimentos. O presidente do Crea-PA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Pará) e fiscais do Setor de Fiscalização do Conselho estão no local do acidente. Segundo levantamento preliminar, não havia denúncias no CREA-PA de que o prédio ameaçava cair e, a princípio, o registro do técnico responsável pela obra está regular.

Por que ocorrem desabamentos na construção civil? Os erros técnicos que geram estes acidentes na construção civil têm três causas básicas:

• Erros de avaliação na escolha do terreno, pela falta de uma sondagem séria que identifique os materiais que compõem o solo (areia, argila, aterros, áreas de turfa).

• Erros de cálculo das fundações, da estrutura, distorções do projeto arquitetônico, etc.

• Erros na execução da obra, resultantes da aplicação de materiais de baixa qualidade ou inadequados. Um exemplo é a utilização de areias com salitre encontradas próximas ao mar, que comprometem a qualidade do concreto pela corrosão na armadura de ferro — problema que pode surgir até muitos anos após a conclusão da obra.

domingo, 30 de junho de 2013

ITAIPU PARTE II

ITAIPU BINACIONAL PARTE II

Impacto Ambiental
É um estrago e tanto. Na área que recebe o grande lago que serve de reservatório da hidrelétrica, a natureza se transforma: o clima muda, espécies de peixes desaparecem, animais fogem para refúgios secos, árvores viram madeira podre debaixo da inundação... Quando o fechamento das eclusas da barragem de Itaipu, uma área de 1 500 quilômetros quadrados de florestas e terras agriculturáveis foi inundada. A cachoeira de Sete Quedas, uma das mais fascinantes formações naturais do planeta, desapareceu. Semanas antes do preenchimento do reservatório, foi realizada uma operação de salvamento dos animais selvagens, denominada Mymba kuera (que em guarani quer dizer "pega-bicho"). Equipes de voluntários conseguiram capturar mais de 4.500 bichos, entre macacos, lagartos, porcos-espinhos, roedores, aranhas, tartarugas e diversas espécies. Esses animais foram levados para as regiões vizinhas protegidas da água.
Impacto Social
Durante a instalação da Itaipu, foi necessária a desapropriação de 42.444 pessoas onde 38.440 eram trabalhadores e trabalhadoras do campo, o que gerou inúmeros problemas sociais. Parte dessas famílias viviam às margens do Rio Paraná e foram desalojadas, a fim de abrir caminho para a represa. Algumas se refugiaram na cidade de Medianeira, uma cidade não muito longe da confluência dos rios Iguaçu e Paraná. Algumas dessas famílias vieram, eventualmente, a ser membros de um dos maiores movimentos sociais do Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. No Brasil, 33 mil desabrigados estão nessa situação, e criaram até uma organização, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Pode parecer uma catástrofe, mas, comparando com outros tipos de geração de energia, a hidrelétrica até que é a menos pior. 
 Segundo ao Greenpeace, daria para economizar 40% da energia produzida no país com três medidas. Primeiro, instalando turbinas mais eficientes nas usinas antigas. Segundo, modernizando as linhas de transmissão e combatendo o roubo de energia. Terceiro, retornando ao comportamento da época do racionamento, em 2001, com equipamentos e hábitos menos gastadores. Tudo isso evitaria que novas hidrelétricas precisassem ser construídas, protegendo um pouco mais nosso planeta.
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-o-impacto-ambiental-da-instalacao-de-uma-hidreletrica

ITAIPU BINACIONAL - PARTE I


| Domingo, 30 de Junho de 2012
ITAIPU BINACIONAL-
 A maior geradora de energia limpa e renovável do planeta



DESAFIO HUMANO

1973   Itaipu, a pedra que canta   
Em 1973, técnicos percorrem o rio de barco em busca do ponto mais indicado para a construção da Itaipu Binacional. O local é escolhido após a realização de estudos com o apoio de uma balsa. No coração da América do Sul, brasileiros e paraguaios indicam um trecho do rio conhecido como Itaipu, que, em tupi, quer dizer "a pedra que canta". Naquele local, encontrava-se uma ilha, quase sempre submersa, chamada Itaipu, logo após uma curva acentuada de rio, onde a correnteza parecia medir forcas com os barrancos e a poucos quilômetros da confluência com o Rio Iguaçu. Estudos indicavam para aquele ponto um rendimento energético excepcional, em virtude de um longo cânion escavado pelo Rio 

1974 O primeiro passo de uma epopeia 
A construção da Itaipu Binacional – considerado um trabalho de Hércules pela revista “Popular Mechanics”, dos Estados Unidos – começou em 1974, com a chegada das primeiras máquinas ao futuro canteiro de obras.No segundo semestre de 1974, foi estruturado o acampamento pioneiro, com as primeiras edificações para escritórios, almoxarifado, refeitório, alojamento e posto de combustíveis, que existe até hoje. As estradas de terra de acesso ao canteiro de obras 

1975 Uma cidade chamada Itaipu 
 A região começa a transformar-se num “formigueiro” humano. Entre 1975 e 1978, mais de 9 mil moradias foram construídas nas duas margens para abrigar os homens que atuam na obra. Até um hospital é construído para atender os trabalhadores. À época, Foz do Iguaçu era uma cidade com apenas duas ruas asfaltadas e cerca de 20 mil habitantes, em dez anos, a população passa para 101.447 habitantes. Nos canteiros de obra, a primeira tarefa é alterar o curso do Rio Paraná, removendo 55 milhões de metros cúbicos de terra e rocha para escavar um desvio de 2 km. O engenheiro Gomurka Sarkaria é o responsável pelo modelo da barragem, do tipo gravidade aliviada, formando aberturas que lembram a estrutura de uma catedral.

1978  O "Paranazão" despede-se do leito 
A Itaipu Binacional passa a ser uma realidade irreversível. A escavação do desvio do Rio Paraná termina dentro do prazo. Em 20 de outubro de 1978, 58 toneladas de dinamite explodem as duas ensecadeiras que protegiam a construção do novo curso. O desvio tem 2 km de extensão, 150 metros de largura e 90 de profundidade. No mesmo dia, é assinado um contrato de US$ 800 milhões que garante a compra de turbinas e dos turbo-geradores. O novo canal permite que o trecho do leito original do rio seja secado, para ali ser construída a barragem principal, em concreto. A Itaipu Binacional foi a única grande obra nacional a atravessar a fase mais aguda da crise econômica brasileira do final dos anos 1970 mantendo o status de prioridade absoluta. No domínio da construção civil, escavações e obras civis, a Itaipu atingiu um índice de nacionalização, considerado o parceiro brasileiro, de praticamente 100%. Na área de fabricação e montagem dos equipamentos, o índice de nacionalização nunca foi inferior a 85%.Um prédio de dez andares por hora, o ritmo de Itaipu - Começa uma nova e fervilhante etapa da construção de Itaipu Binacional: a concretagem da barragem. Num único dia, 14 de novembro de 1978, são lançados na obra 7.207 metros cúbicos de concreto, um recorde sul-americano, o equivalente a um prédio de dez andares a cada hora. Ou 24 edifícios no mesmo dia. A façanha só foi alcançada devido ao uso de sete cabos aéreos para o lançamento de concreto.  O total de concreto despejado na barragem, 12,3 milhões de metros cúbicos, seria suficiente para concretar quatro rodovias do porte da Transamazônica. A economia do Paraguai voa em céu de brigadeiro: o PIB, que havia aumentado 5% em 1975, cresce 10,8% em 1978.

1980 Todos os caminhos levam a Itaipu 
A obra ganha contornos de uma operação bélica. Em 1980, o transporte de materiais para a Itaipu Binacional mobilizou 20.113 caminhões e 6.648 vagões ferroviários. Já a demanda por mão-de-obra provoca filas imensas nos centros de triagem dos consórcios.  Entre 1978 e 1981, até 5 mil pessoas eram contratadas por mês. Ao longo da obra, em função do extenso período de construção e da rotatividade da mão-de-obra, somente o consórcio Unicon cadastrou cerca de 100 mil trabalhadores. No pico da construção da barragem, Itaipu mobilizou diretamente cerca de 40 mil trabalhadores no canteiro de obras e nos escritórios de apoio no Brasil e no Paraguai.

1981 Nem as estradas esperavam uma obra dessa grandeza.
Com a concretagem quase pronta, a fase seguinte é a montagem das unidades geradoras. O transporte de peças inteiras dos fabricantes até a usina torna-se um desafio. A primeira roda da turbina, com 300 toneladas, saiu de São Paulo em 4 de dezembro de 1981 e chegou ao canteiro de obras somente em 3 de março de 1982. Como a rede viária e algumas pontes existentes em diversas alternativas de trajeto não tinham condições de suportar o peso, a carreta que levava a peça teve de percorrer o caminho mais longo, com 1.350 km. O transporte das rodas de turbina ganharia agilidade posteriormente. O recorde foi de 26 dias de viagem entre a fábrica e a usina. 

1982 O Rio Paraná encontra um Paredão de Concreto, Itaipu 
As obras da barragem chegam ao fim em outubro de 1982. Mas os trabalhos na Itaipu não param. O fechamento das comportas do canal de desvio, para a formação do reservatório da usina, dá início à operação Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-bicho”). A operação salva a vida de 36.450 animais que viviam na área a ser inundada pelo lago. Devido às chuvas fortes e enchentes da época, as correntezas do Rio Paraná levaram 14 dias para encher o reservatório.  5 de novembro de 1982, com o reservatório já formado, os presidentes do Brasil, João Figueiredo, e do Paraguai, Alfredo Stroessner, acionam o mecanismo que levanta automaticamente as 14 comportas do vertedouro, liberam a água represada do Rio Paraná e, assim, inauguram oficialmente a maior hidrelétrica do mundo, após mais de 50 mil horas de trabalho.

DESAFIO ENERGÉTICO

1960- Descoberto o potencial energético do Rio Paraná
 Vários estudos, de maior ou menor significado, foram realizados até os anos 1960 para avaliar o potencial energético das Sete Quedas. Antes de Itaipu Binacional, porém, o único empreendimento a se tornar realidade foi uma pequena usina que aproveitava as águas de um dos saltos para iluminar a cidade de Guaíra e uma companhia militar.
  Em 1962, o governo brasileiro encomendou estudos sobre o aproveitamento hidrelétrico das Sete Quedas e do longo cânion a jusante dos saltos. A tarefa ficou a cargo do escritório do engenheiro Octávio Marcondes Ferraz. A proposta final, que nunca foi levada adiante, previa uma usina com capacidade de 10 mil megawatts, para produzir 67 milhões de megawatts-hora por ano, o equivalente a três vezes o consumo do Brasil na época.

1973- Itaipu, uma opção ao Petróleo
O ano da assinatura do Tratado de Itaipu, 1973, coincide com a eclosão da crise mundial provocada pelo aumento do preço do petróleo. Intensifica-se a exploração de fontes de energia renováveis como forma de assegurar um vigoroso desenvolvimento para Brasil e Paraguai.
 A Itaipu Binacional é um marco para o setor elétrico dos dois países. Antes, os paraguaios dispunham de apenas uma hidrelétrica de pequeno porte, Icaray. Os brasileiros consolidam a opção pela energia produzida por meio do aproveitamento da força dos rios. A usina praticamente dobra a capacidade do Brasil de gerar energia. A potência instalada, que era de 16,7 mil megawatts, passa a contar mais 14 mil megawatts. O empreendimento é o terceiro ao longo do Rio Paraná em território
O preço de Itaipu?? US$ 1 MIL POR quilowatts instalados - As obras de construção civil da Itaipu ficam a cargo dos consórcios Unicon e Conempa, enquanto a montagem eletromecânica é de responsabilidade dos consórcios Itamon e CIE. O custo da usina é de aproximadamente US$ 1.000 por quilowatts instalados, ou cerca de US$ 14 bilhões. O preço atualizado, com os juros e a inflação em dólar do período, chega a US$ 16 bilhões.

1983 Especialista em gerar energia e bater recordes
O sonho transforma-se em energia. O primeiro giro mecânico de uma turbina ocorre em 17 de dezembro de 1983. E, finalmente, a Itaipu Binacional começa a produzir energia em 5 de maio de 1984, quando entra em operação a primeira das 20 unidades geradoras do projeto. Dezoito unidades geradoras foram instaladas no espaço de sete anos.
No primeiro ano de atividade, 1984, foram gerados 277 megawatts. Conforme o cronograma, de duas a três unidades eram instaladas por ano. A venda de energia começa em 1o. de março de 1985. O ápice da participação de Itaipu Binacional no mercado brasileiro foi alcançado em 1997, com o atendimento de 26% da demanda do setor elétrico do país.

2001 - Um gigante capaz de iluminar o mundo
 O recorde de produção foi atingido em 2000, quando a Itaipu Binacional gerou 93,4 bilhões de quilowatts-hora. Em 2004, quando completou 20 anos de atividade, a usina já havia gerado energia suficiente para abastecer o mundo durante 36 dias.
 Com a totalização do seu projeto, Itaipu Binacional supera em 4 mil megawatts a potência instalada da segunda maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Guri, na Venezuela.  O rendimento de Itaipu Binacional é excepcional, mesmo se comparado a usinas do futuro. A chinesa Três Gargantas terá uma geração da ordem de 85 bilhões de quilowatts-hora, 8,4 bilhões de quilowatts-hora a menos que a capacidade máxima já atingida por Itaipu Binacional.

2007- Mais duas unidades geradoras: a obra está completa 
Maio de 2007. No mês em que Brasil e Paraguai celebram o 33º aniversário da assinatura do Tratado de Itaipu, entram em operação as últimas duas das 20 unidades geradoras previstas no projeto da usina. Com as 20 unidades geradoras em atividade e o Rio Paraná em condições favoráveis, com chuvas em níveis normais em toda a bacia, a geração poderá chegar a 100 bilhões de quilowatts-hora.

RELEVÂNCIA DA OBRA

 Geração, Transmissão, Hidrologia, Vertedouro e a Barragem, a preocupação com o meio Ambiente(Cultivando ÁGUA Boa, Cuidados com a água, proteção da fauna e flora e Educação Ambiental), A responsabilidade Social(Cuidados com as Crianças, Um futuro para os Jovens, Igual de Oportunidades, Incetivos aos funcionários, obras e projetos de sustentabilidade), Turismo(Complexo Turístico Itaipu, Turismo Fronteira (Cataratas)).

TECNOLOGIA

 (PTI) BRASIL Parque Tecnológico Itaipu- Surgiu em 2003, para atender às necessidades de modernização das instalações da hidroelétrica e estimular o progresso da região do entorno da usina.É um centro de ensino e pesquisa em educação, ciência e tecnologia.o PTI desenvolve projetos voltados ao desenvolvimento tecnológico e científico. Por conseqüência, também promove o empreendedorismo e a geração de emprego e renda. 

(PTI) PARAGUAI - O Parque Tecnológico Itaipu (PTI) da margem paraguaia é uma das principais ferramentas de desenvolvimento do país. Criado em 2003 e instalado em Hernandarias, tem como ênfase o avanço econômico baseado na tecnologia. Primeiro parque tecnológico paraguaio, o PTI desenvolve ações em todo o Paraguai, não somente na área de influência da Itaipu.

PLANO DE ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA (PAT) - A principal função do sistema é fornecer dados em tempo real para uma inspeção completa da usina, além de proporcionar o controle da geração de energia. Os dados são fornecidos por 25 mil pontos de medição em toda a hidrelétrica.

O principal desafio na implantação do sistema está no fato de que a usina não pode parar. Ao todo, a empresa investiu US$ 7,5 milhões, o que incluiu, além da aquisição do equipamento, o treinamento de seis engenheiros nos Estados Unidos por um ano.

 Entenda como foi o trabalho desta Gigante obra



http://www.itaipu.gov.br/nossa-historia

   

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Famosa Engenharia Civil

É o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos. O engenheiro civil projeta, gerencia e acompanha todas as etapas de uma construção ou reforma. Sua atuação inclui a análise das características do solo, o estudo da insolação e da ventilação do local e a definição dos tipos de fundação. Com base nesses dados, o profissional desenvolve o projeto, especificando as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento do edifício e definindo o material que será usado. No canteiro de obras, chefia as equipes de trabalho, supervisionando prazos, custos, padrões de qualidade e de segurança. Cabe a ele garantir a estabilidade e a segurança da edificação, calculando os efeitos dos ventos e das mudanças de temperatura na resistência dos materiais usados na construção. Esse profissional também pode dedicar-se à administração de recursos prediais, gerenciando a infraestrutura e a ocupação de um edifício.  

terça-feira, 25 de junho de 2013

O que é AutoCAD ?

AutoCAD é um software do tipo CAD — computer aided design ou desenho auxiliado por computador - criado e comercializado pela Autodesk, Inc. desde 1982. É utilizado principalmente para a elaboração de peças de desenho técnico em duas dimensões (2D) e para criação de modelos tridimensionais (3D). Além dos desenhos técnicos, o software vem disponibilizando, em suas versões mais recentes, vários recursos para visualização em diversos formatos. É amplamente utilizado em arquitetura, design de interiores, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia geográfica , engenharia elétrica e em vários outros ramos da indústria. O AutoCAD é atualmente disponibilizado em versões para o sistema operacional Microsoft Windows e Mac OS, embora já tenham sido comercializadas versões para UNIX.
A partir da versão R14 (publicada em 1997) potencializa a expansão de sua funcionalidade por meio da adição de módulos específicos para desenho arquitetônico, SIG, controle de materiais, etc.
Tela de apresentação do AutoCAD 2013

Um dos recursos bastante utilizados no AutoCAD é o efeito de ver os objetos em 3 dimensões (altura, largura e profundidade) ou efeito 3D como é conhecido. É possível virar um automóvel, por exemplo, e ver a parte de baixo, abrir suas portas, motor e obter uma riqueza de detalhes de uma determinada peça em questão de segundos.
Por ser um aplicativo gráfico e bastante completo, quanto melhor forem os recursos do computador (placa de vídeo, cpu, monitor, memória RAM), melhor será a performance do software.
O AutoCAD é dividido nas versões completa (aproximadamente US$4000 dólares), LT (aproximadamente US$900 dólares – sem o recurso 3D) e a versão para estudantes a um preço mais acessível. A versão para estudantes é igual à versão completa, porém, não pode ser usada comercialmente e quando impressos, os documentos mostram uma informação dizendo que é uma versão para uso não comercial.
É um programa muito útil, porém o custo para te-lo pode chegar à R$ 10.000,00 reais, por esse motivo, apenas grandes empresas conseguem usar esse software.


Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/AutoCAD
             
              http://www.infoescola.com/informatica/autocad/

Internet e Engenharia - Grandes Aliados

Internet e Engenharia - Grandes Aliados


A Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo TCP/IP que permite o acesso a informações e todo tipo de transferência de dados.
A internet com seu conjunto de redes mundialmente interligadas, através dos milhares de computadores nos beneficia com a transferência de dados e o acesso a variadas informações. No ramo da Engenharia Civil o auxílio das redes acontece de diversas formas: busca por orçamentos em instantes, compra de produtos com agilidade e segurança, acesso a redes sociais e extratos financeiros.
Dentro desta imensidão de redes, existem duas essenciais para a execução de projetos na área civil: a intranet e a extranet. A primeira caracteriza-se por utilizar a tecnologia e infra-estrutura de comunicação de dados da internet para a comunicação interna da própria empresa e/ou com outras empresas, ou seja, é o uso da tecnologia na rede corporativa. No entanto a segunda pode ser vista como uma parte da empresa que é estendida a usuários externos, tais como representantes e clientes.
Em resumo, o engenheiro possui atividades relacionadas a administração e o acompanhamento da obra, necessitando de auxílios na compra de materiais, pesquisas de preços, cálculos avaliativos e informações para soluções rápidas. Processos até então otimizados com a utilização da internet.

 
Referências: